Durante audiência com João Sayad, deputados e entidades condenam cessão de espaço para o programa da Folha de SP
Na tarde desta quarta-feira (30), sob coordenação do presidente deputado estadual Simão Pedro, a Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa recebeu o presidente da Fundação Padre Anchieta (Rádio e TV Cultura), João Sayad, para ouvir questões relacionadas à cessão de espaço para programa da TV Folha, orçamento, investimentos, demissões, audiência, entre outras. Estiveram presentes o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo, José Augusto Camargo; João Branti da Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social; Renata Bielli do Centro de Estudos Barão de Itararé, o presidente do Sindicato dos Radialistas, Sérgio, além de diversas representações de entidades ligadas aos meios de comunicação.
Durante as explicações sobre a reestruturação da TV Cultura, Sayad falou sobre a renovação na grade de programação, questões trabalhistas, orçamento e também a cessão de espaço para a TV Folha. “Aumentamos a programação dentro da grade, não há terceirização, convidamos este jornal para melhorar a qualidade e conteúdo da TV”, afirmou.
Sobre este assunto o presidente recebeu diversas críticas tanto dos deputados (de diversos partidos) quanto das entidades presentes. O presidente do Sindicato dos Jornalistas, José Camargo disse que para ele este tipo de parceria é inadequada. “Há uma discordância de princípios quanto a isso. Quer dizer que o modelo de financiamento é com a venda de serviços? Afinal, qual o modelo que a TV Cultura quer representar?”, indagou.
Renata Mielo, do Centro de Estudos Barão de Itararé, questionou o caráter da parceria e a estratégia da TV Cultura. Também colocou que sua tentativa de diálogo com o conselho curador da emissora foi frustrada. “A emissora diz que preza pela diversidade e no processo de reestruturação cogitou acabar com o programa Manos e Minas”, afirmou.
Simão Pedro frisou que não tem nada contra a Folha de São Paulo e sim com o modelo. “A questão é ceder espaço para uma empresa privada em uma TV pública”, disse. Outro ponto comentado pelo deputado foi sobre o orçamento. “O orçamento que é destinado pelo Estado para a cultura é muito reduzido, com isso vem as demissões pois sem orçamento suficiente não dá pra ter um quadro de pessoal razoável”, finalizou.
Participaram da reunião os deputados João Paulo Rillo (PT), Beto Tricoli (PV), Carlos Giannazi (Psol), Sebastião Santos (PRB), Edson Ferrarini (PTB) e a deputada Leci Brandão (PC do B).
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Categorias Movimentos Sociais, Notícias | Tags: João Sayad, TV Cultura

















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